Atletas Gracie Barra :
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MATRIZ GRACIE BARRA PARAIBA
Prof.responsável pela gracie barra na paraiba { faixa preta 1 grau } Lucio Fernandes ( charly brown )
localizada= Rua Profª Maria da luz Barboza nº 66 valentina
Matéria publicada na revista gracie mag
Lucio “Charly Brown” e a virada com o Jiu-Jitsu
March 8th, 2010
Um dos responsáveis pelos treinos da Gracie Barra em João Pessoa, na Paraíba, Lucio ‘Charly Brown’ é um dos tantos exemplos de quem teve a vida mudada graças ao Jiu-Jitsu. O faixa-preta conta um pouco da sua história e até onde já conseguiu chegar graças à arte suave.
“Um grande amigo de infância me convidou para conhecer uma arte marcial que eu nunca tinha ouvido falar, o Jiu-Jitsu, em 1996. Nessa época, trabalhava como açougueiro e não tinha tempo para fazer nenhum tipo de esporte. Numa tarde de folga do trabalho, o visinho meu chamado Jordan dos Santos me falou que tinha recebido a faixa-azul e iria lutar no final de semana. Me convidou para dar uma olhada. Chegando à competição, me apresentou à família Ramos Joaz. Ramos era instrutor do professor da Gracie Barra na Paraíba, o Luiz Barboza, pioneiro da arte suave no estado”, conta.
Mal imaginava ele que aquele dia mudaria totalmente a sua vida. A partir dali, novas perspectivas se abririam.
“No decorrer do campeonato percebi que o Jordan já era ídolo no Jiu-Jitsu Paraibano. No início da semana dei o primeiro passo, comprei um kimono e fiz a primeira aula. Aprendi muito com a Família Ramos e com o professor Luiz Barboza, uma pessoa que até hoje não vi conhecer mais de MMA no Nordeste. O Luiz fez atletas como o Mario Sucata, Carlão, João Quebra Ossos, Joaz Ramos. Esses caras eram casca-grossa e não sentiram o gosto amargo da derrota lutando em todo o Nordeste”, recorda.
Charly Brown ao lado de amigos como Carlos Gracie Jr. e Zé Radiola. Foto: Arquivo Pessoal
O tempo passou e, inevitavelmente, Lucio evoluiu tecnicamente. Naturalmente, as responsabilidades aumentaram e um novo ofício se tornou real.
“Luiz me convidou para ministrar aulas no Bairro onde moro em João Pessoa. À época, achei muito difícil, porque não havia tantos conhecedores do Jiu-Jitsu por lá. As pessoas não sabiam nem pronunciar a palavra direito. Foi passando o tempo e aceitei a proposta do professor. Em 10 janeiro de 1998 abri a primeira academia no bairro Valentina Figueiredo, Zona Sul de João Pessoa. Hoje em dia todo mundo conhece o Jiu-Jitsu, são fãs dos atletas, vão fazer torcidas para seus familiares e amigos em todas as competições. Ministro palestras em colégios e damos aula para criançada carente em nosso bairro”, comemora Lucio.
Mas o Jiu-Jitsu acrescentou muito mais ao lutador. Além de a chance de viver dignamente, numa atividade que gosta e sente orgulho, através da modalidade pôde fazer diversas amizades e ir a lugares que não imaginava.
“Em 2003 fui competir em Pernambuco e conheci um dos atletas mais duros que já lutei, Luciano Ayres, Aluno do Zé Radiola. Onde você vir o Radiola é com um sorriso no rosto, um homem de personalidade forte, infinito professor, grande incentivador e divulgador da nossa modalidade. Em 2004, o Zé me convidou para conhecer a sua academia, em Pernambuco. Ele me acolheu um mês e me incentivou a lutar pela primeira vez o Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro. Nunca havia pensado em entrar num avião. No meio da viagem anotava em um rascunho perguntas que poderia fazer ao mestre Carlos Gracie Jr. Coisas tipo: qual é o segredo do Jiu-Jitsu Gracie? O que fazer para ter sucesso no nosso esporte?”, fala.
“Chegando ao Rio, na Academia na Barra da Tijuca, me deparei com o mestre e aquelas anotações viraram poeira, porque apenas apertei sua mão falei: ‘Tudo bom? Beleza?’ Na verdade era um Gracie que estava na minha frente e eu só os via por revistas e fitas de vídeo. Estudava muito os Gracie, lia bastante sobre a filosofia Gracie, a alimentação. Foi aí que entendi que eles eram pessoas simples, inteligentes. Esse dia me inspirou e consegui trazer a medalha número 1 da nossa equipe”, completa.
No alto do pódio. Foto: Arquivo Pessoal
O tempo passou e as metas, os objetivos, foram alcançados. Para isso, o Jiu-Jitsu foi um forte aliado, um alicerce, uma força de confiança para alcançar o que se deseja.
“Hoje temos 21 medalhas conquistadas para a Gracie Barra–PB, em campeonatos como o Brasileiro, o Sul-Americano e o Europeu. Nossos heróis do cangaço são Jose Rafael, André Xavier, Allison Aquino, Fabiano Pereira, Ítalo Ramon, Luana Priscila, Thamyres Kadja, Kelvin Santos, José Américo e o William Martins, o ‘Cara de Plástico’. Hoje o nosso maior objetivo é divulgar e incentivar o Gracie Jiu-Jitsu. Agradeço a Deus e, lógico, ao Carlos Gracie e Helio Gracie, que deram a chance de vivermos de uma arte marcial no Brasil, que é amada por todos que a conhecem”, termina Charly Brown.
A lição disso? Jamais desista dos seus sonhos e lembre-se: o Jiu-Jitsu sempre estará ao seu lado. |